terça-feira, 3 de maio de 2011

Projeto Vênus, um novo desafio para o governo americano


Durantes metade de um século os Estados Unidos se revirou com a  guerra fria. Com o fim da guerra no começo da década do século XXI os americanos tiveram que encarar um novo inimigo, pouco perigoso do ponto de vista ideológico em sua capacidade de influência, mas capaz de produzir catástrofes com os humanos ocidentais, principalmente eles. Os americanos entraram em uma síndrome chamada por alguma paranóia da segurança nacional.  Não há dúvidas que o fim de Bin Laden não eliminou por completo o inimigo, mas como um sistema ideológico paterno, e necessitado de recursos financeiros, por muito tempo não irá durar, e ficará na história como ficou os escritos de Marx.Agora resta ao para  mais uma vez a vitória do Capitalismo que sempre foi encarado como cruel e malvado  pelos povos subdesenvolvidos, como Bin Laden por exemplo.

A começo do encerramento de uma trajetória que custou mais de 1 trilhão de dólares e dezenas de milhares de soldados americanos.  Mas dentro do próprio Estados Unidos, em seu coração tecnológico, no Vale do Silício surge um novo inimigo ideológico que se multiplica pelo mundo como fogo ateado em um vestígio de pólvora, o Movimento Zeitgeist, um Comunismo que se nega ser comunismo, que precisa passar por um estagio de “Socialismo” que eles chamam de governo transitório e necessário, que se opõe a existência dos Estados Nacionais, prega o fim da moeda e regula a sociedade em um patamar horizontalizado, onde todos possuem os recursos na mesma quantidade. A  propriedade dos recursos no Marxismo é controlada pelo Estado, no Frequicismo, nome que gostaria de atribuir a esta linha de pensamento por conta do seu idealizador ser chamado Jaques Fresco, que é também conhecido como Projeto Venus, os mesmo são controlados pelos computadores, uma grande rede que governaria o mundo apenas a base de tecnologia.

Como ainda é um movimento embrionário, é pouco citado pela mídia, mas a Internet está fazendo o papel de divulgação do projeto, pelos canais do You Tube, Face Book entre outros. O projeto é perigoso e altamente aliciador das massas que não tem capacidade para compreender o funcionamento do sistema em suas bases filosóficas, e acaba confundido muito as pessoas.

É um movimento completamente extremista, alega que democracia é um faça, que é preciso que centralize o poder em suas mãos para atingir comunismo tecnológico. Usa de teorias Conspiratórias como a não existência da Al Kaida  alegando ser um banco de dados e que Bin Laden é uma ficção criada pelo governo americano para justificar as guerras no Oriente Médio e orientam seus seguidores a encerrar suas contas nas grandes instituições financeiras, aos que trabalham na  corporações multinacionais a abandonarem seus empregos, e que deixem de verificar noticias nas mídias consagradas como CNN, Globo, Record , por serem os tentáculos da elite que domina o mundo de detém 70% de suas riquezas.

No Brasil, os revolucionários comunistas que sentem dificuldade para aceitar a derrota da guerra fria estão encontrando no movimento o refugio para a renovação de seus conceitos filosóficos.
Por está escorado em conceitos ambientalistas, o movimento acaba atraindo uma gama maior ainda de militantes dispostos a entregar suas vidas para pregar a grande nova ordem que mudará a face do planeta. 

Rony Pablo Alves

domingo, 1 de maio de 2011

O Brasil disfarçado


No dia 28 de abril mais uma vez o Copom anunciou mais uma vez a elevação em 0,5% dos juros  para segurar a inflação. Infelizmente a alta dos juros é único remédio para inflação que é a doença de nossa economia. Mas por que com o Brasil é desta forma. A inflação brasileira é resultado do excesso de demanda e oferta.
Esta demanda forma inflação por que as pessoas passam a comprar mais e para isso o crédito deve ser controlado, por que na medida que se eleva o consumo também eleva-se a oferta de créditos que é motivada por valor dos juros. Ou seja, quanto menor o juro maior a disponibilidade de compra que faz os fornecedores aumentarem a oferta de credito. É por isso que ocorre a maldita inflação que é uma desvalorização do poder de compra das pessoas devido ao fato do Brasil não dispor de infraestrutura econômica desenvolvida para segurar este consumo.

Mas há um, porém. O Brasil é um país com custo de vida muito elevado, devido a sua carga tributaria que em média consome 92% do poder de compra dos consumidores brasileiros  é uma fator determinante para a atual situação econômica do Brasil. O pior é o gasto público que é desordenado e tem um enorme desperdício na corrupção. A corrupção do Brasil vem da distribuição deste bolo entre os entes da união que brigam em queda de braço pela distribuição destes recurso.
Há o problema na formulação do sistema político que favorece o lado mais corrupto da população onde pessoas menos votada assume cargos frente as mais votadas e gera uma bagunça abrindo espaço aos os partidos políticos  nanicos que são abertos para negociatas e trampolim para política.

Há um controle do sistema financeiro pelo governo que aparentemente passa uma sensação de independência, mas no fundo se submete aos interesses políticos dos grupos governantes que preferem medidas mais  conservadora para manter a estabilidade econômica.

A centralização administrativa no Brasil, disfarçada de descentralização é infelizmente um grande problema estrutural do Estado brasileiro, sem existir uma união que seja independente, onde municípios sejam dependentes, ou seja, não dependam do repasse mas tenha vida própria, o que significa condições econômicas para razão de existir, sempre teremos  um sistema político e centralizador do poder no Brasil, e viveremos desta maldita herança do Brasil Império

Rony Pablo Alves

terça-feira, 26 de abril de 2011

A incapacidade do Ministro para conter a Inflação

O Ministro Guido Mantega  erra feio ao querer comparar a situação econômica entre o Brasil e a China dizendo que estamos em uma situação melhor. Este fato lembra Ruy Barbosa quando foi ministro da fazenda em sua defesa apaixonada em que a produção de moeda geraria a riqueza e industrialização do Brasil, e chegou a afirmar que o Brasil estava em situação melhor que o Estados Unidos, lembrando que o Estaos Unidos era nesta época uma nação emergente. Em quanto Visconde de Mauá afirmava o contrario, batendo na tecla da oferta e da demanda.

A declaração de Guido Mantega de hoje divulgada pelo portal de noticias Veja é uma prova que a política monetária vai mal e o governo está agindo errado. O ministro não consegue nem está em sicronia com a presidente que já declarou está preocupada com os juros e o persindete do Bacen Alexandre Tobine que declarou ter perdido para inflação este ano e que agora é preciso consentrar todos os esforços para desafia-la em 2012.

Até onde está história vai continuar? Tomara que não alcancemos uma inflação de dois digitos.

Rony Pablo Alves

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Ambição do sistema Financiro

Lula se envaideceu por que era ele que valorizava o empresário brasileiro, e já dizia seu vice, "é preciso abaixar os juros!!" Ora, não precisa ser especialista no assunto para entender que juros altos representa dificuldade de crédito para as empresas, se elas não produzem, a economia para e gera uma desindustrialização do país e quem bate a porta é a Inflação. Se a economia não vai bem, quer dizer que há alguma coisa de errado na política econômica.

Existem até hoje criado três tipos de política monetária. A Padrão Ouro, Fiduciária e de Metas. Somos regidos pela ultima que é um mecanismo automático de endividamento do país por que ficamos com a moeda ancorada nas economias dos países desenvolvidos nosso caso ao Estados Unidos. Nossa balança comercial é baseada no ouro-dolar. Os americanos produzem o Dólar com base em suas reservas e pelo endividamento com a emissão de seus títulos.

Em um caso de aperto monetário como está acontecendo, o Brasil fica no meio de ciclo que lhe empurra sendo forçado a comprar dólares americanos, e para isso nos endividamos. A compra deste dólar é importante para que se mantenha valorizada ao máximo possível a nossa meda, para isso é preciso emitir reais para que se compre dólares, no final nos endividamos, e o dinheiro que deveria está sendo aplicado na economia acaba trancado nos cofres para manter estável o sistema, que por fim saem ganhando apenas os especuladores oportunistas. Dinheiro que não é pouco, atualmente são 700 bilhões de dólares e estima-se crescer estas reservas ainda em 47% até o final do ano, a custo de emissão de títulos públicos. Conforme a lei da oferta e da demanda, à abundância de real acaba depreciando o valor da moeda e os produtos brasileiros ficam sem competitividade.
O governo deveria está olhando para política fiscal, mas como bulir nesta parte do jogo custa caro em termos de capital político fica obcecada pelo controle inflacionário por meio de juros elevadíssimo, 12% na ultima reunião do Copom, e tinha gente brigando pelo aumento de 0,50 contra o dado de 0,25.

Um dos grandes males destas instabilidades econômicas,é o poder de controle do governo ao Banco Central. O governo é agente desqualificado quando se trata de política econômica, porém as responsabilidades da meta de inflação fica a seu cargo cabendo ao Banco Central apenas executar a decisão do CMN, ou seja completa dependência política que age freado pelo medo do governo de tomar decisões menos conservadoras, o que pode terminar em um caos. Este modelo ortodoxo já não é mais defendido nem pelos economistas do FMI, o que se confirma por Delfim Neto, em que nem os economistas do FMI manifestam esta crença.

Seguindo os conselhos de Freidman, necessário que a economia seja Liberal sem nem uma intervenção do governo. A emissão de títulos e controle da política monetária deve está  sobre organização do próprio sistema financeiro sendo controlada pelo Tesouro Nacional. Substituir a tarefa do CMN pelo Tesouro qualificaria o controle da moeda e o governo passaria a se comportar meramente como um agente regulador.

Uma outra questão que deve ser repensada é a reformulação da política monetária, pois está acontecendo com este modelo a mesma coisa do padrão fiduciário. Mostra-se um modelo ineficiente. O padrão lastreado em ouro é bastante interessante, sempre ele esteve salvando o Sistema financeiro dos caos deixados pelos padrão Fiduciário. Também é inegável  que seja possível viver em um padrão de moeda que não seja administrado.

Há um outro grande problema econômico que o Brasil sofre, a questão do excesso de demanda. A questão que este excesso baseado no regime de credito que funciona de maneira descontrolada. Fica inadmissível uma pessoas que ganha um salário mínimo possuir mais de R$3000,00 em crédito para comprar. A Lojas que oferecem propostas de compras pra 6 meses com carência de 60 dias para o pagamento, o que gera um problema de endividamento da população inevitável, pois há uma Classe C emergente que ainda não aprendeu a lhe dar com o crédito e isso acaba sendo um problema. Um outro detalhe importante do mau funcionamento do crédito no Brasil  é o descontrole do fornecimento de crédito consiguinado, que vem endividando gravemente cidades com menos de 50.000 habitantes, municípios quem possuem suas economias baseadas nas aposentadorias, pensões e salários comissionados na prefeitura. Este descontrole de Credito no Brasil deve ser fiscalizado. O que adianta fazer as pessoas se iludirem de um consumo basicamente virtual, coisas que elas ainda não possui de fato, crédito é nada mais nada menos que trabalho a ser realizado pelo devedor para que se pague ao credor. As pessoas e as insdutrias, além apesar de retardar seu crescimento, devem ser submetidas ao endividamento baseado em seus recursos de produção. Assim fica mais fácil de se administrar o sistema. Desta maneira os bancos ficarão em função do sistema, pois hoje o sistema é que está em função dos bancos.

Rony Pablo Alves





quarta-feira, 6 de abril de 2011

O atraso do Brasil

De quem é a culpa? Das classes ricas? do governo ao longo da sua história? do povo?

Para  interpretar a questão do avanço social Brasileiro é preciso recorrer a fatores históricos.


A elite do país se desenvolveu na acessão burguesa na fase embrionária do  capitalismo dentro do modelo mercantilista que tinha como base produtiva o trabalho escravo e a exploração das recursos afim de acumular tesouros.
No Brasil o processo começou a partir da divisão das terras pelo modelo de capitania para produção de cana-de-açúcar. O processo de exploração aurícula foi interrompido com a descoberta tardia dou ouro que foi saqueado pelos europeus ao custo das tributações abusivas que a coroa portuguesa explorava.
O ciclo do ouro foi finalizado a partir da acessão do café, que manteve os mesmo modelo de mais de 300  anos dentro de uma estrutura global onde se desenvolveu  o capitalismo industrial. Produzia-se no passado para vender aos países do futuro.
Junto com o ciclo do ouro e do café, o país foi fortemente influenciado pelas idéias iluministas que ganharam força no território nacional colocou o Brasil no espectro histórico junto a todos os países americanos que eram influenciado por este ideal. As revoluções Liberalistas  no Brasil não ocorreram em momentos tardio, tínhamos uma forte maçonaria altamente integrada com as grandes lojas inglesas e francesas o que lideravam esta desenvoltura histórica como um movimento "oculto", para tanto a Conjuração Baiana e Inconfidência Mineira ocorreram nos mesmo períodos. Até inclusive existiu a conhecidência  do Sul ser Escravista e o Norte abolicionista, Bahia e Minhas respectivamente.

O Brasil até o café sempre esteve acompanhando o processo histórico do mundo, mas a sua economia foi o fator dominante para lhe deixar para trás. A idéia fisiocrática da elite produtiva no país, que sonhava com o Brasil se tornar a grande fazenda do mundo em pleno vigor das catracas empurrou o país para um complexo atraso histórico marcado por desencontros sociais, alta concentração de renda e população miserável. Se não existia empresas como poderia funcionar o ciclo capitalista? não havia como. Os pobres não tinha a quem vender seu único recurso que era a mão de obra porque não existia a demanda para que esta lógica funcionasse.
Gente visionaria que pensasse  e conhecesse o modelo não faltou. Visconde de Mauá construiu no Brasil uma miniatura do ciclo produtivo, tão visionário que detinha controle da produção de matéria prima para seus produto dos passando pela Infraestrutura até se chegar ao crédito também sendo um banqueiro por faltar suprimento de todos estes agentes de produção. Como ele também existiu na Inglaterra em 1740 o sr Jak, homem que já detinha uma linha de produção têxtil que carregava comitivas de sua mercadoria, ou Ford no EUA, que percebeu que detendo todos os meios de produção desenvolveria melhor o seu ideal.

Apenas em meados do século XX começamos a ter o que os países desenvolvidos tiveram em meados do século XVIII. Nos industrializamos tardiamente, para isso foi necessário a entrada do Estado no setor produtivo para que se garantisse a soberania sobre os recursos do país e tornasse o Brasil um país avançado do ponto de vista industrial. Com a industrialização, a nova geração aumentou sua expectativa de vida o que hoje está acarretando um envelhecimento rápido da população. Este envelhecimento é conseqüência de atrasos que precisa e precisaram para corrigir muitos problemas sociais, e para se resolver este problema outros problemas acabam surgindo. As favelas por exemplo, é um fenômeno inevitável no desenvolvimento capitalista, como Londres por exemplo que parece ser irônico que já tenha sido uma cidade com esgoto a céu aberto.

Hoje o problema previdenciário se justifica por estes fatores históricos, acontece o mesmo com a China e Índia que passaram por este processo.


Rony Pablo Alves